Alguém cuida de você? Cuidar de quem nos cuida é um ato de amor, e amor é fundamental para a sobrevivência

Daniela Minello

A todo momento somos cuidados por alguém, seja um cuidado direto ou indireto. Dependemos uns dos outros a cada instante, seja no ambiente familiar ou até mesmo na rua, em estabelecimentos públicos, comerciais... Aquilo que para muitos seria a obrigação de outrem, na verdade deveríamos ver como um ato de amor. Claro que temos algumas exceções, daquelas pessoas que exercem suas funções de forma rabugenta, mas mesmo assim, pode-se perceber tais comportamentos como uma forma de súplica por atenção e afeto. Sendo assim, dependemos a todo instante da boa vontade ou não, dos outros, em suas funções que venham desempenhar.


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Quem cuida requer cuidados

A relação entre os seres humanos deveria ser pautada na empatia, coisa que geralmente não se encontra em qualquer pessoa. Uma pessoa que sabe a sua verdadeira posição no mundo, compreende que tudo o que fazemos gera resultados tanto nos outros como em nós. Se percebêssemos para além dos nossos umbigos, sentiríamos as pessoas ao nosso entorno como nossos semelhantes, que têm os mesmos deveres e direitos que nós. Só isso já seria um belo começo para lembrarmos que não somos o centro das atenções. Quando falo sobre cuidar, faço menção a um modo de “fazer” na vida cotidiana, que necessita responsabilidade, zelo, atenção, tanto com relação a pessoas e coisas, em diferentes tempos e lugares de sua realização. Em poucas palavras diria, eu cuido de alguém, mas também necessito ser cuidada por alguém. Ser cuidado é também sentir-se valorizado, amado, importante, ocupante de um lugar/posição que amplia minha existência para um sentimento que transborda em espaço e tempo, à qual chamo amor.  


O amor como forma de cuidado

Antes mesmo de eu expressar o que sinto do amor, trago aqui, os dois primeiros mandamentos da lei de Deus que expressam como deveríamos sentir e viver o amor em nossas vidas: “amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças” e, “amarás o teu próximo como a ti mesmo”. Se puséssemos em prática, tudo aquilo que fizéssemos, seria pautado no bem, ou pelo menos não faríamos mal para alguém, que já seria um bom começo. Vemos pessoas que dedicam suas vidas para tantos, em suas vidas pessoais e profissionais e o que recebem diante de tamanha dedicação? Uma desproporção absurdamente incoerente. Não defendo aqui que façamos algo esperando recompensa, mas poxa vida, todo ser humano é também movido a afeto, pelo menos um reconhecimento com uma palavra de gratidão já tornaria diferente o dia desta pessoa. Falo aqui sobre amor genuíno, amor sem moeda de troca, amor que é sentido e expresso em atitudes como cumprimentar alguém num elevador ou olhar nos olhos e responder de verdade a pergunta de um atendente de caixa de supermercado quando fala: “tudo bem com você, vai CPF na nota”? “Sim, tudo bem comigo e com você”? “Por favor, CPF na nota”!


Doeu pra dedicar três segundos da sua vida se importando com a pessoa que está ali dando o seu melhor? Com certeza, essa pessoa abrirá um sorriso para você e se sentirá amada e valorizada porque você também foi gentil com ela. Isso pode mudar o dia de alguém. Pode melhorar a vida de alguém... 


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